Saiba como tornar uma reunião de trabalho de fato produtiva

Confira minha entrevista em matéria do Jornal Correio: como tornar uma reunião produtiva.

 

Priscila Natividade
priscila.oliveira@redebahia.com.br

 

Quando um dos sócios da Sorveteria Crema Gelato Italiano, André Rossetto, decidiu dar maior liberdade aos funcionários para resolver problemas no atendimento, sem a necessidade de intermediação gerencial, as reuniões de feedback ganharam outro formato. “Nós passamos a usar esse momento para discutir abertamente as atitudes e em cima disso gerar novas demandas e orientações para melhorar o atendimento com base nessas experiências trocadas pela equipe. É preciso estar aberto para entender o que a equipe tem a colaborar”, afirma.

Às vezes ela é vista como chata, desnecessária, sem foco ou cansativa. Porém, necessária, estratégica e centro de tomada de decisões. Ao mesmo tempo em que as reuniões são uma importante ferramenta de gestão, elas se tornam também um desafio para serem, de fato, produtivas. Isto porque a dispersão, falta de preparação e planejamento, podem comprometer a eficiência de um encontro dentro da empresa.

Por isso, o presidente da Associação de Recursos Humanos na Bahia (ABRH-BA),Cézar Almeida, recomenda que o gestor planeje uma agenda prévia, foque na resolução de um assunto por vez, pense em novos formatos e escute as pessoas. “Muitas vezes o consenso não é atingido porque as pessoas não tiveram oportunidade de dar sua opinião. Outra estratégia é identificar quais são os pontos em comum das ideias que estão sendo colocadas. Isso dá para identificar até onde a gente avançou entre os pontos resolvidos e o que falta ainda avançar. A interação é muito importante para a reunião funcionar”.

Ambiente adequado, horário determinado, teste prévio dos equipamentos e a preparação do líder que irá conduzir o encontro são outros pontos importantes. “Se você vai liderar, o primeiro ponto é saber se as pessoas convocadas foram realmente bem informadas sobre a reunião. Quem vai participar também deve entender a pauta previamente e se inteirar sobre os itens da pauta”, completa Cézar.

Engajamento

Para a coordenadora de Seleção e Recrutamento da Luandre Soluções em Recursos Humanos, Carolina Silva, a reunião eficiente é aquela que  consegue atingir a proposta que foi colocada na pauta.  “Quem convoca deve saber onde quer chegar e os envolvidos devem contribuir. O importante é que todos se sintam convidados e estimulados a expor o que pensam”.

O alerta precisa ser ligado quando a dispersão ameaça tomar conta. Para isso existem algumas boas estratégias, como reforça Carolina. “Uma delas é evitar, logo de início, se alongar demais sobre temas, da empresa ou não, que não façam parte da pauta”, diz. “Outro ponto que sempre deve se prezar é o motivo que levou aquele grupo de profissionais a se reunir – o exercício de todos os envolvidos deve ser o de se manter concentrados em atingir o resultado positivo do encontor”,complementa.

Como fazer uma reunião produtiva

1. Planejamento – Toda reunião, antes de ser convocada, precisa ter um objetivo definido. Planeje a pauta, a abordagem dos assuntos a serem tratados e estabeleça  também o tempo de duração do encontro, focando em espaço de fala mais curtos.
A reunião precisa ser funcional e objetiva para todos os envolvidos.

2. Convocação – Só chame para participar de uma reunião as pessoas a quem realmente interessa a pauta a ser discutida e que podem contribuir com o objetivo do encontro. Atenção também à mistura de cargos dos convocados, já que isso pode levar a um distanciamento do tema inicial a ser tratado. Mais uma vez, vai ser preciso planejamento e definição de objetivos do encontro.

3. Rotina  – Os encontros precisam ter hora para começar e  para acabar. As reuniões não podem atrapalhar a jornada e as tarefas rotineiras da equipe. É necessário, também, ter cuidado com os desvios do foco da pauta que deve ser discutida na reunião. Evite as fugas dos assuntos em discussão. O lí-
der da reunião precisa manter a conversa dentro dos assuntos que foram planejados para serem debatidos.

4. Liderança – É essencial que a pessoa escolhida para conduzir a reunião esteja bem preparada para o encontro. Ela precisa ter informações dos assuntos pautados, além da habilidade de saber levar a conversa adiante, administrar as intervenções da equipe, conquistar engajamento e saber tirar, ao máximo, o melhor proveito do encontro.

5. Finalização –  A reunião não pode ficar estagnada em um único ponto, não chegar a uma conclusão ou deixar a sensação de que não serviu para nada. O encerramento do encontro deve amarrar tudo que foi discutido naquele espaço de tempo  e  o líder saber se o objetivo da reunião  foi realmente  alcançado.

Fonte: Jornal Correio – http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/saiba-como-tornar-uma-reuniao-de-trabalho-de-fato-produtiva/

Teletrabalho nas Organizações (artigo no A Tarde)

Novas formas de organizações do trabalho precisam ser discutidas. Confira meu artigo no A Tarde publicado no dia 09 de outubro de 2017 sobre o Teletrabalho nas organizações.

Teletrabalho - Cezar Almeida

A Tempestade Sempre Passa

Confira meu artigo publicado no Jornal Correio*, edição de 1 de janeiro de 2017.

 

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A Tempestade Sempre Passa

Durante a travessia de cem dias que fez da África para o Brasil em um pequeno barco a remo, o navegador Amyr Klink passou por vários momentos de mau tempo. Um deles foi uma tempestade que durou sete dias ininterruptos e sobre esses dias o navegador brasileiro resumiu em: “Não passei naqueles sete dias por um momento sequer de monotonia, tristeza ou desespero. Pois nada é mais certo do que a chegada do bom tempo após uma tempestade que parece interminável”.

O momento que estamos vivendo no Brasil, de muita instabilidade política e crise econômica, tem parecido com uma tempestade interminável. De tão repetidos por todos os programas de retrospectivas e opiniões sobre o ano que você já deve ter visto, ouvido ou lido, eu vou pular esta parte de citar os principais acontecimentos de 2016 que compõem este roteiro, às vezes até parecido com um filme de Tarantino. Quero partir para falar do que eu espero do futuro porque, com a mais absoluta certeza que Amyr Klink tinha que aquela tempestade de sete dias em alto-mar iria passar, a nossa crise econômica e política também vai passar e nós voltaremos, em breve, a ter dias melhores.

Quando eu fui perguntado sobre minhas previsões para 2017 para o trabalho e a renda das pessoas no Brasil, de pronto uma imagem muito positiva veio a minha cabeça. Mesmo para os meus padrões de um otimista convicto, eu achei que eu poderia estar exagerando e me propus a investigar por que eu tinha tanta convicção que o ano que vem será tão melhor que 2016, principalmente na geração de emprego. Apesar de toda crise, o meu ano pessoal foi muito bom e fiquei preocupado se a minha situação particular não estava influenciando a minha capacidade de análise. Fui fazer um balanço de minhas convicções e foi fácil constatar o primeiro argumento: estamos em ciclo econômico de queda e os ciclos são fases de alta e de baixa que se repetem de tempos em tempos. Inclusive, neste quesito, nós tivemos a dupla 2015 e 2016 como os únicos dois anos consecutivos de queda do PIB na história do Brasil, um fato negativo, histórico e inédito. Assim, como é um ciclo, é de se esperar que tenhamos uma recuperação da economia ou que, pelo menos, ela pare de cair no próximo ano, não por esperança, mas simplesmente por conta desta queda acentuada que tivemos e de uma base que se tornou muito baixa.

Um outro aspecto que investiguei foi o comportamento de alguns indicadores nestes ciclos e, dentre os principais, destaco a inflação, os juros e o desemprego. No início da crise econômica, normalmente o primeiro indicador que desponta é a inflação, que entra em movimento de alta. Com ela, naturalmente, os juros sobem para recompor as perdas do poder aquisitivo e os riscos, que são maiores em um ambiente inflacionário. O último indicador que se apresenta no início da crise é o desemprego, este só aumenta quando de fato é provado que estamos em movimento descendente. A nossa inflação apresentou uma tendência de alta deste janeiro de 2014, enquanto o desemprego somente começou de fato a crescer um ano depois. O que acontece quando o ciclo de baixa encerra e começamos a subir? Justamente o contrário e é o que estamos vendo agora: há alguns meses que já temos a inflação e os juros caindo, porém o desemprego ainda não respondeu. Isso implica que nos próximos meses, muito provavelmente, o nível de desemprego deverá estabilizar e começar a cair. Muitos analistas apostam que esta retomada se dará somente em 2018, mas eu acredito que teremos boas notícias ainda no decorrer do ano que vem. A tempestade quando passa pode vir seguida de um dia de céu nublado ou de céu azul. Eu acho que o sol vai começar a brilhar rápido.

No seu relato sobre a experiência de passar cem dias de navegação solitária no oceano atlântico, Amyr Klink resumiu: “Um tempo em que aprendi a entender as coisas do mar, a conversar com as grandes ondas e não discuti com o mau tempo”. Estes dois últimos anos foram difíceis, com fechamento de vagas e aumento do desemprego. Mas eu gostaria de lembrar que, apesar de 2016 ter sido tão ruim, dados do Ministério do Trabalho indicam que cerca de 15 milhões de pessoas foram admitidas neste ano, tiveram suas carteiras assinadas, inclusive, pela primeira vez. Número muito menor do que vínhamos experimentando acima da casa dos 20 milhões nos anos anteriores, mas ainda assim são 15 milhões de pessoas que não discutiram com a crise e conseguiram um trabalho. Ano que vem este número poderá ser não só de 15 milhões e esperamos que novas vagas sejam criadas e empresas voltem a contratar. Acredito que o tempo será melhor e o que nos cabe fazer é arregaçar as mangas e fazer nossa parte. Com onda ou sem onda, é preciso coragem e confiança e continuar remando porque a única certeza que temos é que a tempestade sempre passa.

Cezar Almeida – economista, professor e presidente da ABRH Bahia

Jornal Correio – 1 de janeiro de 2017

Empresas vencedoras tem cabeça de mulher

Venho defendendo uma tese e a cada dia mais evidências me deixam ainda mais convencido da mesma: cabeça de mulher é o novo paradigma de gestão. Este tema, por uma provocação minha, foi discutido em uma matéria publicada no Correio* recentemente e eu gostaria de discutir um pouquinho mais a respeito. O texto do jornal vai logo a seguir caso você queira ler. Vale a pena, tem informações bem interessantes lá.

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Irmã Dulce: deixou-nos um legado construído com a cabeça e o coração. 4,5 milhões de pessoas são atendidas por ano na OSCID – Obras Sociais Irmã Dulce. Fonte: www.irmadulce.org.br

Por muito tempo e ainda hoje em muitas organizações, as mulheres que conseguiam ascender ao topo da gestão tiveram que adotar uma postura corporativa “padrão” e este “padrão” era o masculino. É importante destacar que algumas mulheres conseguiram manter um comportamento feminino e, ainda assim, conquistar um lugar nas diretorias das empresas. Mas foram e ainda são excessão em muitas corporações. A regra para crescer e chegar em posições de liderança é se tornar um homemzinho de saia, ou seja, adotar uma postura masculinizada.

E como é esta postura que prepondera na cultura corporativa? Bem fácil de identificar e podemos destacar alguns itens principais. Vou tratar somente de um deles aqui, um dos mais relevantes na minha opinião: a privação das emoções. Frases como essa eram e ainda são mantras em muitos lugares: “Não se pode usar o coração para tomar decisões. Quando a gente toma uma  decisão, temos que usar a cabeça”. Será mesmo? Bem, antes de mais nada e para que ninguém venham de pronto jogar pedras em mim, é interessante frisar que tomar decisões requer análise de dados, conhecimento, estudo, enfim, é preciso usar a cabeça. Mas não é só isso, tem algo mais. Vamos para um exemplo bem comum em nossa sociedade: o casamento. Todos os dias tem muita gente casando, neste exato momento devem ter vários casais pelo mundo sacramentando a união, se tornando uma família, e podemos afirmar que muitas dessas uniões, talvez a grande maioria, não tiveram nada de racional no processo de decisão. Olha que interessante, uma das coisas mais importantes de nossas vidas, quando a gente coloca as escovas de dente no mesmo banheiro, muitas vezes não tem relação nenhuma ou muito pouca com a razão. A gente casa porque se apaixona, porque ama e isso não se pode explicar falando, só podemos sentir. Alguns poetas e escritores chegam perto em descrever o que sentimos, mas só chegam perto e de uma forma mais genérica porque o que a gente sente, do jeito que a gente sente, só a gente sente e nem a gente entende, ou seja, nem a razão consegue explicar a base da decisão. Isso quer dizer que temos outra dimensão para a tomada de decisão além da razão: a emoção. Conciliar as duas, razão e emoção, pode ser muito mais produtivo para os negócios. Como assim? Vamos seguir um pouco mais neste caminho.

Cada vez mais pesquisa e a própria observação do cotidiano comprova que organizações que conseguem se conectar emocionalmente com seus funcionários e clientes são mais rentáveis, tem mais fidelidade por parte dos clientes assim como mais indicação expontânea, o famoso boca a boca. Sim, organizações tem que ser bem geridas, rentáveis, decisões estratégicas e de negócios precisam ser tomadas racionalmente e os números são frios. Verdade, a mais pura verdade. Mas também fica claro e evidente que, apesar disso,  as pessoas não somente querem fazer um negócio ou ganhar um salário hoje em dia, cada vez mais elas gostam, se apaixonam por aquela empresa, por aquele negócio, por aquele propósito maior que elas se conectaram. E isso é emoção, uma qualidade muito melhor desenvolvida histórica e culturalmente nas mulheres do que nos homens em nossa sociedade. Tem muito pai e mãe que ainda diz hoje em dia para crianças: – homem não chora! E isso é uma das inúmeras formas de ir atrofiando a capacidade de sentir e externar os sentimentos nos meninos. Com as mulheres é diferente, pelo contrário, é rotulada de frágil por ter sentimentos.

Ter sentimentos e conseguir expressa-los com inteligência é uma das competências mais importantes hoje em dia no mundo corporativo. Líderes de alta performance sabem disso e eles e elas conseguem fazer sua equipe vibrar, se indignar, comemorar uma vitória e se sentir inconformada com um resultado ruim. Conectam-se uns com os outros, com os clientes, com a sociedade e isso é sentir e pensar, juntos.

Além do sentimento, defendo que a “cabeça de mulher” tem melhor capacidade de se comunicar e também de construir relacionamentos, mas estes itens ficam para outra conversa.

Sentir, além do pensar, precisa ser exercitado e desenvolvidos nas organizações. Governos seriam melhores se sentissem os anseios da população, empresas seriam melhores se prestassem mais atenção aos sentimentos dos funcionários e dos clientes, enfim, o mundo seria melhor se a gente sentisse mais. E isso, a cabeça de mulher já tem porque com ela vem junto o coração. Em outras palavras, organizações vencedores tem cabeça e coração.

 

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*Matéria publicada no Jornal Correio em 13.11.2016

Combinação que dá lucro: cuidar de pessoas e do ambiente de trabalho.

Confira matéria do Jornal Correio com o resumo do Agenda Bahia, projeto em que fiz palestra em um painel para discutir o futuro da gestão de pessoas nas organizações.

Investir no pessoal é o caminho para ter menos faltas, aumentar receitas e até reduzir a quantidade de ações trabalhistas

Quando uma empresa investe em seus trabalhadores os resultados são percebidos na redução do número de faltas , de acidentes de trabalho, aumentos de receitas, mais retorno para os acionistas e até no menor número de ações trabalhistas. Foi o que apontaram os participantes do painel Cuidar das Pessoas e do Ambiente de Trabalho Dá Lucro, ontem no Fórum Agenda Bahia.
O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Cezar Almeida, acredita que as relações de trabalho passam por uma “revolução” atualmente, onde as empresas estão migrando de uma relação “mecanicista” em relação aos trabalhadores para um relacionamento “orgânico” com a força de trabalho.

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“A visão mecanicista sugere que as pessoas são peças e, como tais, podem ser trocadas quando não funcionam. Na visão orgânica, percebe-se que todos têm um valor. Este é o paradigma emergente”, diz. Segundo ele, como a mudança está em curso, os dois paradigmas ainda são percebidos no mercado de trabalho.

As empresas com estruturas orgânicas buscam o “engajamento” das pessoas aos objetivos organizacionais. Segundo Cezar Almeida, pesquisas do setor indicam que o número de faltas cai, em média, 37%, o de acidentes cai 48%, a lealdade do trabalhador aumenta em 39% e o retorno para os acionistas cresce 19%.

No caso da rede de laboratórios Sabin, o investimento em pessoal reduziu até o número de ações trabalhistas. Foram sete nos últimos 15 anos, contou a presidente executiva da empresa, Lídia Abdalla. Segundo ela, a empresa optou por crescer mantendo os valores. “Para atingir 100% da organização com os nossos valores, toda a empresa precisa estar engajada”, diz.

O engenheiro Raymundo Dórea, diretor da Engepiso, conta que o desafio foi levar a visão de valorização do trabalhador para uma pequena empresa prestadora de serviços industriais especializados no ramo da construção civil.

Com os investimentos, o empresário conta que a Engepiso quebrou paradigmas no mercado: “Pequenas empresas da construção são tratadas como ‘subempreiteiras’, mas saímos da realidade de uma empresa que oferece subempregos para produzir conhecimento”.

O Fórum Agenda Bahia, que encerrou ontem a edição 2016, é uma realização do CORREIO e da rádio CBN, em parceria com Braskem, Coelba, Fieb e da prefeitura de Salvador.

Fonte: Jornal Correio – http://www.correio24horas.com.br/agendabahia/investir-no-pessoal-e-o-caminho-para-ter-menos-faltas-aumentar-receitas-e-ate-reduzir-a-quantidade-de-acoes-trabalhistas/


Gestão Positiva – entrevista na Revista Bahia Indústria – FIEB

Confira matéria na Revista Bahia Indústria, veículo oficial da FIEB – Federação das Idústrias do Estado da Bahia, que participei com uma entrevista e contribuição na matéria de capa: Gestão Positiva.

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Leia revista completa no site da Fieb: http://www.fieb.org.br/bancafieb/detalhe/revista-bahia-industria—edicao-244/294

Como montar um bom currículo – entrevista Globo/Rede Bahia – Jornal da Manhã

Assista o vídeo da entrevista no site do Jornal da Manhã:

http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/t/edicoes/v/mercado-de-trabalho-especialista-fala-sobre-como-fazer-um-bom-curriculo/5359425/

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Mudanças: o fim do relógio!

No começo deste ano, comecei a sentir uma dor no meu ombro esquerdo que me incomodava um pouco. Por conta disso, parei até de usar relógio, já que o que eu mais usava era pesado e aumentava a dor (é este grande do lado direito no alto da foto). Mas ficar sem usar relógio foi interessante porque percebi que para saber as horas ninguém precisa mais dele. Eu pelo menos não precisava.

Quando eu entro no meu carro, três relógios estão no meu campo de visão: no computador de bordo, no som e no meu celular, que esta sempre ligado no waze. Quando estou em casa, tenho pelo menos 7 lugares que mostram a hora, como o fogão, a tv a cabo e o microondas. No trabalho, estou sempre no computador e a hora esta sempre a vista. Além de tudo isso, os nossos membros superiores, que antes terminavam na mão, agora terminam no celular. Este, por sinal, é o nosso relógio de bolso atual.

Durante uma reunião que participei dias atrás, percebi que dos quatro presentes só um estava usando relógio. Dando aula em uma turma de pós, fiz uma pesquisa e mais da metade da sala não usava mais relógio. Em suma, é uma tendência o fim do relógio como usávamos antes, este mercado precisa se reiventar, ou acabará. Uma esperança são os relógios inteligentes da Apple e Samsung, mas ainda não é certo que essa moda pegará.

Relógios podem não sumir totalmente, podem se tornar muito mais uma jóia ou acessório para usos específicos, como mergulhar ou fazer atividade fisica. Ou podem se tornar inteligentes, servindo para atender ligações e enviar mensagens. Mas é certo que não será mais como era até hoje: uma coisa que a quase todas as pessoas tinham e usavam o tempo todo com um único fim de saber as horas. Para isso, não precisamos mais dele.

Daqui a alguns anos, poucos anos, ver alguém de relógio de pulso causará tanta estranheza para as pessoas quanto se você encontrasse hoje alguém usando relógio de bolso andando pela rua.

#relógio #futuro #tendências #negócios #fimdorelógio #empresa

Cezar Almeida

Painel Empresarial CBN Salvador

Foi muito proveitosa a discussão que tivemos no Painel Empresarial CBN Salvador, programa comandado por Núbia Cristina.

Junto com Aníbal Viegas e Denide Pereira, falamos sobre as tendências e gestão e pessoas nas organizações.

Para ouvir o programa completo, acesso o site da CBN clicando na imagem a seguir.

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Palestra: RH em tempos turbulentos – Eventos em São Paulo e Curitiba

A convite da Benner Sistemas, realizei em São Paulo e Curitiba a palestra: RH em tempos turbulentos.

Com um público seleto de convidados, executivos de grandes empresas do país, foi muito interessante interagir com este público e discutir as principais tendências globais em gestão de pessoas.

Notícia: http://www.segs.com.br/saude/22100-benner-realiza-workshop-de-rh-em-sao-paulo-e-curitiba.html