Mudanças: o fim do relógio!

No começo deste ano, comecei a sentir uma dor no meu ombro esquerdo que me incomodava um pouco. Por conta disso, parei até de usar relógio, já que o que eu mais usava era pesado e aumentava a dor (é este grande do lado direito no alto da foto). Mas ficar sem usar relógio foi interessante porque percebi que para saber as horas ninguém precisa mais dele. Eu pelo menos não precisava.

Quando eu entro no meu carro, três relógios estão no meu campo de visão: no computador de bordo, no som e no meu celular, que esta sempre ligado no waze. Quando estou em casa, tenho pelo menos 7 lugares que mostram a hora, como o fogão, a tv a cabo e o microondas. No trabalho, estou sempre no computador e a hora esta sempre a vista. Além de tudo isso, os nossos membros superiores, que antes terminavam na mão, agora terminam no celular. Este, por sinal, é o nosso relógio de bolso atual.

Durante uma reunião que participei dias atrás, percebi que dos quatro presentes só um estava usando relógio. Dando aula em uma turma de pós, fiz uma pesquisa e mais da metade da sala não usava mais relógio. Em suma, é uma tendência o fim do relógio como usávamos antes, este mercado precisa se reiventar, ou acabará. Uma esperança são os relógios inteligentes da Apple e Samsung, mas ainda não é certo que essa moda pegará.

Relógios podem não sumir totalmente, podem se tornar muito mais uma jóia ou acessório para usos específicos, como mergulhar ou fazer atividade fisica. Ou podem se tornar inteligentes, servindo para atender ligações e enviar mensagens. Mas é certo que não será mais como era até hoje: uma coisa que a quase todas as pessoas tinham e usavam o tempo todo com um único fim de saber as horas. Para isso, não precisamos mais dele.

Daqui a alguns anos, poucos anos, ver alguém de relógio de pulso causará tanta estranheza para as pessoas quanto se você encontrasse hoje alguém usando relógio de bolso andando pela rua.

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Cezar Almeida