O fim das avaliações

Empresas perceberam que rotular o funcionário pelo desempenho do passado não traz benefícios. A alternativa? Valorizar os talentos pensando no futuro.

 

Sergio Piza, líder de gente e gestão da Klabin: a empresa abandonou a avaliação com notas e classificações para focar nas oportunidades individuais de desenvolvimento | <i>Crédito: André Lessa

Sergio Piza, líder de gente e gestão da Klabin: a empresa abandonou a avaliação com notas e classificações para focar nas oportunidades individuais de desenvolvimento | Crédito: André Lessa

A avaliação de desempenho, tal qual a conhecemos, está chegando ao fim. Grandes companhias começaram a abolir a rotulagem dos funcionários pelo que eles fizeram no passado e passam a desenvolver um plano individual que valorize suas habilidades — de olho no futuro.
Esse é um reflexo da percepção dos próprios líderes de RH, que em sua maioria notam que os atuais modelos de medição são ineficientes. As avaliações não refletem de forma correta as contribuições dos indivíduos, muito menos apoiam o crescimento necessário dos negócios.
De acordo com uma pesquisa de 2013 da CEB, consultoria de benchmarking global de capital humano, realizado com 35 000 empregados de mais de 40 organizações no mundo, 45% dos líderes de RH reconhecem que grandes mudanças no processo de avaliação são necessárias, enquanto 41% fizeram alguma alteração recentemente.
A fabricante de papéis e celulose Klabin foi uma das primeiras empresas a adotar um novo modelo no Brasil, há um ano. “Deixamos de lado a avaliação que vinha com notas e classificações e agora as discussões ficam em torno das oportunidades de cada um para se desenvolver e, assim, entregar resultado. Saímos do feedback e fomos para o ‘feedforward’, que tem foco no que a pessoa fez de positivo, sempre olhando para o futuro”, diz Sergio Piza, responsável por gente e gestão da Klabin.
 A ideia é puxar do empregado o que ele tem de melhor, para que isso se reverta em resultado para a organização. A palavra de ordem passa a ser o desenvolvimento — não mais o desempenho.
E por que fazer essa mudança agora? Piza explica que assim se cria um ambiente de confiança, um espaço no qual as pessoas podem ser autênticas e dizer o que pensam. “Dar um bom feedback é difícil. O que temos agora é um diálogo com mais qualidade e que faça sentido para todos”, afirma.
Velhos problemas
Afinal, o que há de errado com as avaliações feitas até agora? “O processo todo sempre foi muito longo, burocrático e estático”, diz Adriana Chaves, sócia responsável pela divisão de desenvolvimento e carreira da DMRH, consultoria de gestão de pessoas e processos seletivos.
Para Luiz Gustavo Mariano, sócio da Flow Executive Finders, empresa de seleção de executivos, a principal dificuldade é que o gestor não atua na correção da rota na hora em que alguma coisa ruim acontece. “O chefe espera chegar o período da avaliação, que pode ser daqui a seis meses ou um ano, para dar o feedback”, diz.
E, com um mundo em constante mudança, cada vez mais é preciso agir rapidamente. Outra dificuldade, completa Mariano, é que, quando o executivo de RH mensura o tempo de preparo dos funcionários e da aplicação do questionário em si, e o valor financeiro de ter líderes envolvidos em diversas reuniões de discussão de pessoas, especialmente em grupos com mais de 1 000 trabalhadores, ele percebe o quão custoso esse processo é. “A companhia toda para por um mês”, diz Mariano.
Devagar, as corporações começam a perceber as falhas e a mudar as formas de aferir o desempenho. Segundo um levantamento da Fundação Instituto de Administração (FIA) junto com a pesquisa 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar (realizada há 20 anos pela revista VOCÊ S/A), em 2014, todas as organizações mediam os empregados com base no que fizeram no passado, com feedbacks semestrais ou anuais. Em 2015, a porcentagem caiu para 98%. Entre as organizações que estão revendo a avaliação, a busca é por conversas mais frequentes, com menos peso para a hierarquia e processos internos mais simples.
Hora de mudar
Para agilizar a avaliação, a multinacional americana GE, reconhecida defensora da matriz 9 Box, nos anos 1960, trocou a mania de rotular os funcionários em quadrantes por um processo de cocriação, envolvendo seus 165 000 trabalhadores nos países onde está presente. “Nós visamos o futuro. Buscamos desenvolvimento profissional e queremos abrir diálogo sobre a carreira de nossos colaboradores”, diz Ana Manhaes, líder de desenvolvimento de talentos da GE para América Latina.
Agora o feedback é dado à medida que as atividades e os fatos acontecem — sem a necessidade de uma reunião formal. Para isso, a companhia desenvolveu uma ferramenta na qual as pessoas publicam, a qualquer momento, suas conquistas e contribuições. Elas também têm a oportunidade de dar, solicitar e receber a opinião de seus colegas, superiores e subordinados.
Camille Mirshokrai, diretora de desenvolvimento de liderança para mercados emergentes da Accenture, em sua visita ao Brasil, afirmou que a chave para um bom processo de medição dos funcionários não é apenas dar feedback na hora certa, mas “ser coach” — principalmente pensando em alavancar o desempenho. “Essa, sim, é a grande mudança”, diz.
Há um ano, a consultoria decidiu parar com as avaliações anuais de seu pessoal. Desde então, os líderes trabalham para descobrir suas próprias fortalezas e estabelecer as prioridades para fazer a diferença nos projetos que serão desenvolvidos durante o ano.
É inegável que as pessoas ficam motivadas e, consequentemente, trabalham mais e melhor quando são avaliadas justa e corretamente. Mas é preciso cuidado para, em busca de melhorias, não dar às avaliações apenas uma roupagem diferente para velhos problemas.
O alerta é feito por Sofia Esteves, presidente do conselho do Grupo DMRH. Nos últimos três anos, ela tem coordenado um grupo com 25 representantes de grandes empresas, como Ultra, GE, Samsung, Unilever e Novelis, cujo objetivo é debater ideias relacionadas ao trabalho que vão surgindo no mercado. A avaliação de desempenho, como é feita hoje, foi tema da mais recente reunião do grupo. “Foram levantados prós e contras, e o que vimos foi que os profissionais de RH estão num grande questionamento sobre o tema”, afirma a empresária.
Para Joel Dutra, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), que acompanha as questões que envolvem gestão de pessoas há 20 anos, as corporações que realmente quiserem mudar a forma como medem seus empregados terão de lutar contra uma cultura interna extremamente arraigada. “Há uma grande evolução nos processos de avaliação nos últimos anos. A discussão não é se a companhia faz ou não, mas em que nível de maturidade (para avaliar pessoas) ela está para dar um novo passo.”
Mais do que abandonar cronogramas ou simplificar processos, os executivos de RH precisam repensar a forma como enxergam os funcionários. Avaliar recursos ou peças é uma coisa, pensar em seres humanos complexos é outra.
*Informações da VocêRH

Entrevista: Jornal Correio

Veja minha participação nesta matéria do Correio:

Mais da metade das vagas de emprego em 2015 não foram preenchidas por falta de qualificação

Para especialistas, esse é um dos principais entraves tanto para os que procuram emprego quanto para os que contratam

Naiana Ribeiro (naiana.ribeiro@redebahia.com.br)

O cenário adverso, com perda de mais de 75 mil vagas de trabalho em vários setores da economia no ano passado, convive com outro, oposto, na Bahia. Cerca de 75% dos empregos oferecidos em Salvador pelo Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) em 2015 não encontraram candidatos qualificados.

Das 11.236 vagas ofertadas pelo órgão, apenas 2,8 mil foram preenchidas. Mais da metade dos empregos oferecidos na capital baiana pelo Serviço de Intermediação para o Trabalho (SineBahia) de janeiro a dezembro do ano passado também não encontraram candidatos. Das 30.054 vagas ofertadas de janeiro a dezembro, 14.837 não foram preenchidas. Na Bahia, 31 mil postos de trabalho deixaram de ser preenchidos (40%), sendo que mais de 79 mil vagas foram oferecidas pelo SineBahia.

Segundo especialistas, em um momento caracterizado por demissões, a sobra de vagas, tanto na capital baiana como em todo estado, é decorrente da falta de qualificação profissional. Para eles, esse ainda é um dos principais entraves tanto para os que procuram um emprego quanto para os que contratam.

(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

“Quem está procurando uma vaga, assim como quem está empregado, precisa buscar qualificação. Não existe outra forma de ascender no mercado de trabalho. É preciso estar sempre atualizado sobre os conhecimentos da sua área”, aconselha o gerente da unidade central do SineBahia, Helber Pacheco. Entre os motivos para a sobra de vagas no ano passado, Pacheco cita a falta de experiência dos candidatos e a maior quantidade de vagas operacionais.

Oportunidades
De acordo com a psicóloga do SineBahia Saionara França, as áreas de atendimento ao público, serviços e estética possuem muitas vagas disponíveis atualmente e são boas opções para quem está procurando um emprego.

Já o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Bahia), Cezar Almeida, afirma que as áreas comercial e financeira ofereceram muitas vagas no ano passado e devem abrir postos neste ano. “Diante da situação econômica, em que todas as empresas precisam se organizar e racionar custos, as áreas de finanças e comercial, além da de logística, são promissoras”, destaca.

Um levantamento feito pelo Simm a pedido do CORREIO apontou seis vagas que foram ofertadas com frequência no ano passado e tiveram dificuldade de ser preenchidas. Elas podem ser encaradas como oportunidades para este ano. São elas: auxiliar administrativo, recepcionista, patisseiro e confeiteiro, operador de caixa, eletricista de máquinas, consultor de vendas (principalmente de produtos odontológicos).

Difícil de preencher
Dentre as áreas com dificuldade de preenchimento está a de vendas. “Percebem-se muitas pendências na dicção e fluência no discurso do candidato, assim como ortografia e gramática”, afirma a psicóloga do Simm Renata Canário.

A recomendação  dela para os candidatos melhorarem nesses quesitos é ler bastante e praticar a escrita. “Também é bom fazer cursos de como lidar com clientes e de como realizar uma venda”, afirma.  A psicóloga também considera que a falta de qualificação dos candidatos fez com que muitas vagas ficassem vazias no ano passado. “Os motivos são diversos. Às vezes, o candidato não tem boa dicção ou não possui os conhecimentos básicos de informática”, diz.

O alto índice de vagas sem colocados nos órgãos pode ser explicado também pelo baixo salário oferecido.  “As pessoas buscam evoluir na carreira e não querem receber salários baixos. No ano passado, por exemplo, tivemos casos de postos que nem tiveram interessados”, revela. Entre as áreas em alta este ano ela cita as administrativas, de recursos humanos e operacionais.

A psicóloga acrescenta que por mais que haja problema na entrevista de emprego ou no currículo, é a falta de experiência   o principal motivo para que muitos candidatos  não sejam classificados. “Existem muitos profissionais formados no mercado, mas não é todo mundo que é um bom profissional”, opina.

Sócia da doceria Granulado, Graça Fonseca conta que, em 15 anos de loja, já solicitou diversos candidatos às vagas de patisseiro e confeiteiro aos órgãos de intermediação de mão de obra, mas nunca encontrou candidatos preparados.

“As pessoas querem trabalhar e não têm qualificação e, em muitos casos, não procuram aprender. Hoje temos dois patisseiros e dois confeiteiros e esses quatro funcionários nós mesmas tivemos que treinar”, revela ela. Os quatro funcionários compõem um quadro de quase 30 funcionários. “Tem alguns que têm 8 anos de empresa, eram de outro setor, e preferimos aproveitá-los, porque mostraram interesse e já sabíamos que tinham outras qualidades”, conta.

A empresária conta que ela a sua sócia, Cristiane Fonseca,  tiveram de treinar os funcionários operadores de caixa. “Geralmente, a gente ensina a trabalhar com sistema. Mas também avaliamos os conhecimentos em matemática, rápido raciocínio e a referência deles”, explica. Sua sócia, Cristiane, ressalta que o salário de patisseiro e confeiteiro estão entre os maiores da empresa. “A rotatividade é muito grande. Para os candidatos, falta interesse e investimento na profissão”, argumenta.

Dicas para se dar bem no processo seletivo
Diante da situação de desemprego, aumenta a quantidade de pessoas procurando vagas. Para se diferenciar dos concorrentes, os candidatos precisam se destacar no currículo, na entrevista, e ainda possuir uma formação acadêmica e competências adequados para o perfil da vaga.

Segundo a psicóloga do Serviço de Intermediação para o Trabalho (SineBahia) Saionara França, antes de se candidatar à oportunidade, as pessoas precisam fazer uma análise e verificar se aquela vaga condiz com seus objetivos profissionais. “Se for, é preciso traçar um currículo para aquele objetivo.  É preciso alinhar as experiências e os cursos focados para a vaga a ser disputada”, explica, ressaltando que a pessoa que não tem experiência deve buscar qualificação na área.

  O SineBahia, inclusive, faz uma consultoria gratuita todas as segundas, às 8h, na unidade do Parque Bela Vista, para quem quer melhorar o currículo.  Saionara ressalta que, além do currículo focado para a vaga, o candidato precisa demostrar suas habilidades e competências nas outras etapas do processo seletivo, como dinâmicas e entrevista. “Nessas horas  entra a parte interpessoal. Boa parte dos empregados perde na entrevista porque acabam pecando, falam mal da empresa anterior, etc. É preciso pesquisar um pouco mais sobre a empresa, sobre a vaga, trazer as qualidades e aplicá-las, ligando aos resultados. Também tem que tomar cuidado com a apresentação pessoal. Todos os detalhes fazem a diferença e informação nunca é demais” diz,  ressaltando  que as  empresas, hoje, se preocupam mais com o comportamental dos candidatos do que com os outros quesitos.

Além de preparar bem o currículo, a psicóloga do Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) Renata Canário recomenda que os candidatos acionem suas redes  (networking). “Relacionamentos anteriores podem gerar indicações”, comenta. Na hora da entrevista, a dica é se valorizar e sempre falar a verdade.

Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Bahia), Cezar Almeida, o mais importante é mostrar resultados. “Principalmente em mais um ano de crise, as empresas buscam funcionários cada vez mais eficazes e produtivos”, afirma. A recomendação é que, na entrevista, o candidato saiba identificar resultados concretos que teve em organizações que passou e apresente-os, de forma a cruzar com suas habilidades e competências. “Se candidate a várias vagas, se prepare para entrevistas. Estude o que vai responder nas perguntas tradicionais. Quanto mais preparado, maior será a confiança e maior a chance de sucesso”, garante.

 

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/dfp/single-economia/noticia/mais-da-metade-das-vagas-de-emprego-em-2015-nao-foram-preenchidas-por-falta-de-qualificacao/?cHash=81d432d0bc782e37ce4baa04822baf4e

Com queda de 1,5 milhões de empregos, especialistas indicam onde estão as oportunidades de trabalho

Confira matéria que participei concedendo entrevista sobre o mercado de trabalho no Brasil em 2016.

Correio 22-01-2016

A Bahia, com a perda de 75.286 postos, foi o segundo mais impactado no Nordeste. Em geração de emprego, o estado ocupou a 21ª posição no Brasil e a oitava no Nordeste 

Naiana Ribeiro e Agências (naina.ribeiro@redebahia.com.br)

Apesar dos especialistas afirmarem que ainda não se pode falar em uma reversão do cenário de crise observado em 2015, setores como atendimento ao cliente, estética, logística, e as áreas comercial e financeira são boas oportunidades para quem quer se recolocar no mercado em 2016.

Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Bahia), Cezar Almeida, as áreas comercial e financeira vão abrir ainda mais vagas. “Num ano de crise, as empresas precisam se organizar e racionar custos. Por isso, essas áreas, além da de logística, são promissoras”, acredita.

Já a psicóloga do Serviço de Intermediação para o Trabalho (SineBahia) Saionara França revela que as áreas de atendimento ao público, serviços e estética possuem muitas vagas disponíveis atualmente. Em 2015, o SineBahia disponibilizou  79 mil vagas, colocou 47 mil pessoas e encaminhou 166 mil. Foram inscritas 299 mil pessoas. “Os dados mostram que faltam pessoas para o perfil das vagas”, diz.

Psicóloga do Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm), Renata Canário afirma que as áreas em alta este ano são administrativas, de recursos humanos e operacionais. “Alguns supermercados estão contratando”, lembra. O Simm ofertou  11 mil vagas em 2015 e 2,8 mil pessoas foram colocadas.

Candidato deve  mostrar  resultados na entrevista
Com o desemprego assolando as famílias, a principal recomendação dos especialistas é que o novo candidato não se desespere e sempre busque mostrar resultados.

“As empresas querem funcionários entregando o produto de maneira eficaz, com agilidade e qualidade. O profissional que mostra isso tem mais chances de se recolocar”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Bahia), Cezar Almeida.

O candidato também deve continuar buscando qualificação e ativar sua rede de contatos. “Foque na solução, que é se recolocar, e organize bem sua rotina. Se candidate para vagas e se prepare bastante para entrevistas”, recomenda o especialista.

Dicas para buscar se recolocar no mercado

Organize a rotina Procurar emprego não deixa de ser um trabalho, por isso é importante organizar o tempo do dia  e fazer um bom planejamento financeiro para focar na sua recolocação.

Faça um bom currículo É como uma peça de marketing. Destaque seus pontos fortes e tenha em mente seu objetivo profissional.

Candidate-se Coloque o currículo em sites de emprego e envie-o para empresas. Busque sempre vagas que se encaixam em seu perfil.

Prepare-se É importante estar preparado para entrevistas. Treine questões difíceis como ‘quais seus pontos fracos’ e estude sobre a empresa. Quanto mais preparado estiver, maiores serão as chances.

Se atualize  Leia os livros mais recentes da área, participe de cursos, debates, palestras, etc. Toda informação sobre a área é valiosa.

O Brasil fechou 1,542 milhão de postos de trabalho com carteira assinada em 2015 – o  pior resultado em 24 anos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Com o saldo (diferença entre contratações e demissões) do ano passado, o país retrocede ao mesmo patamar de dois anos atrás. Na Bahia, o saldo negativo de 75 mil foi o pior desde 2002. Em 2015, 697.449 baianos foram contratados e 772.735 demitidos.

O saldo nacional do Caged foi resultado de 17,707 milhões de admissões e 19,249 demissões. Em 2014, foram geradas 420,7 mil vagas formais. No mês de dezembro, o Brasil fechou 596,2 mil vagas, também pior resultado desde 1992.

A indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de vagas formais fechadas em 2015. O setor encerrou 608.878 vagas com carteira assinada.

A construção civil foi responsável pelo segundo maior corte, com menos 416.959 vagas. Já o setor de serviços fechou 276.054 vagas. O comércio teve, em 2015, menos 218.650 postos, a indústria extrativa mineral fechou 14.039 vagas e a administração pública encerrou 9.238 postos. O único setor que  criou vagas, em 2015, foi a agricultura, com um saldo positivo de 9.821.

O ano também apresentou uma redução nos salários, segundo o Caged. Os salários médios de admissão tiveram uma queda real de 1,64%. O valor médio foi de R$ 1.291,86 em 2014 e passou para R$ 1.270.74, em 2015.

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, definiu 2015 como um “ano difícil”. Segundo ele, o governo tem trabalhado para retomar a atividade econômica e, por consequência, a geração de empregos.  Como argumento para a reversão no quadro, o ministro disse que o ajuste do câmbio começa a trazer resultados positivos – ele enxerga uma tendência de redução na inflação e de ampliação de investimentos.

Segundo o técnico da Superintendência de Estudos Econômicos (SEI), Luiz Fernando Lobo, 2015 foi um ano ruim para o mercado de trabalho baiano e brasileiro. “O desaquecimento da economia afeta diretamente o mercado de trabalho. Essa crise tem sido potencializada por uma crise no campo político. Tal cenário gera incertezas, o que trava as ações e emperra a economia, atingindo a porção mais fraca desse mercado, que é o trabalhador”, explica.

A crise atingiu em cheio a vida do técnico químico Mateus Moreno, de 29 anos, que era representante da área comercial na região Nordeste de uma indústria química sediada em São Paulo.

“A empresa estava com um projeto para implantar uma fábrica aqui na Bahia, mas, por conta do cenário econômico, o projeto foi cancelado em 2014. Como o ano de 2015 foi ainda pior, minha vaga foi cortada”, conta. Desde sua demissão, em novembro, Moreno realizou cinco seleções, e até viajou para São Paulo para participar de duas entrevistas.

Em tempos de retração econômica, quem também está em busca de uma vaga formal é a jovem Tainá Silva, 20. “Estou à procura do meu primeiro emprego para ajudar em casa e complementar a renda de minha mãe, que trabalha como cuidadora de idosos”, conta.

Na Bahia
A Bahia, com a perda de 75.286 postos, foi o segundo mais impactado no Nordeste. Em geração de emprego, o estado ocupou a 21ª posição no Brasil e a oitava no Nordeste – todos os estados da região apresentaram no ano um acumulado negativo.  O interior do estado encerrou 25.970 postos, enquanto a Região Metropolitana de Salvador (RMS) perdeu 49.316 posições de trabalho com carteira assinada.

Pernambuco foi o estado que mais perdeu postos na região (-89.561 postos). A retração da Bahia decorreu principalmente da queda do emprego nos setores da Construção Civil (-34.249 postos), Serviços (-19.566 postos),  Comércio (-9.566 postos), Indústria de Transformação (-8.133 postos) e a Agropecuária (-3.110 postos).

“Como a Construção Civil e Serviços são setores que incorporam muitos trabalhadores, terminam sendo mais dinâmicos em seus processos de contratação ou de desligamento”, afirma Lobo, da SEI.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado da Bahia (Sinduscon- BA), Carlos Henrique Passos, atribuiu o cenário negativo no estado ao cenário econômico do país. “Obras foram encerradas, enquanto o setor não teve novas. Com isso, o desemprego aumenta”, afirma ele, dizendo que esse quadro, pelo menos a curto prazo, não deve ser alterado. “A retomada passa pela solução da economia do país”.

Colaborou Juliana Montanha.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/single-economia/noticia/com-queda-de-15-milhoes-de-empregos-especialistas-indicam-onde-estao-as-oportunidades-de-trabalho/?cHash=643761645c0978866632263a324ef40f

Matéria Jornal A Tarde

Formandos de 2016 têm mais desafios

Principal obstáculo é a concorrência maior, consequência da redução da oferta de emprego
Terminar uma graduação e encarar o mercado de trabalho competitivo é um desafio que todos  os formandos enfrentam. Em 2016, as consequências da crise econômica e as incertezas sobre o futuro da economia acrescentam mais dificuldade para os novos profissionais.
Para Cezar Almeida, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Bahia), o primeiro desafio dos novos formandos é a maior concorrência, consequente do menor número de vagas de empregos. “A previsão que a gente tem em relação a 2016 é que vai ser um ano de queda em relação a 2015, que já foi um ano difícil. O cenário econômico reflete diretamente no nível de emprego”, diz Almeida.
Com um ano ruim em 2015, o setor da indústria ainda precisa se recuperar para fornecer a quantidade de vagas que eram ofertadas no passado. “Para 2016, as empresas do setor sabem que não estão produzindo tanto. Não temos como garantir que tenha emprego para todos os formandos”, afirma a coordenadora do Núcleo de Carreiras do Senai Cimatec, Maria Aparecida Medrado.
Buscar oportunidades, adquirir experiência e mais qualificação é o que os consultores de carreira orientam para aqueles que entram em 2016 já formados ou para quem completa a graduação este ano. As relações construídas durante a graduação podem gerar oportunidades de emprego, principalmente num contexto de maior competitividade.
Manter a rede de relacionamentos da faculdade e não perder o vínculo com a instituição são duas das principais discas de especialistas em Recursos Humanos.
“Uma das formas que você se destaca na busca por um lugar ao sol é através da sua rede de relacionamentos. É o primeiro ponto necessário para se preocupar em manter, no ambiente que acabou de fazer um curso, com os colegas os funcionários da universidade, os  professores. É um ambiente interessante de networking”, afirma Cezar Almeida.
Correr atrás
Além do contato direto com a instituição, Maria Aparecida Medrado orienta a não perder a motivação pela busca de um emprego. “É preciso continuar se capacitando e buscando as oportunidades, cadastrar os currículos em sites e empresas de RH, visitar as indústrias, fazer contatos com as empresas e pessoas importantes. É preciso bater na porta das empresas para buscar oportunidades”, orienta.
Apesar de capacitação ser essencial, emendar a graduação com uma pós-graduação nem sempre é a melhor opção para todos. “Depende do plano de carreira. O que é importante observar é se a hora é de aprofundar o conhecimento em uma área específica ou é hora de ganhar experiência”, afirma.
Adquirir experiência é o principal objetivo da formanda em recursos humanos Zélia Oliveira. “O nosso desafio como formando é entrar no mercado. Estamos vendo que está difícil para quem está se formando e não tem experiência. Mas ao mesmo tempo, as empresas precisam de sangue novo e nós podemos mostrar o nosso diferencial”, diz.
Além dos programas de estágio e trainees, a experiência  necessária pode vir de iniciativas que os formandos costumam não considerar, como trabalho voluntário. “As empresas juniores são oportunidades de trabalhar ainda na faculdade. Entidades buscam pessoas disponíveis para fazer trabalho filantrópico. O que é importante para quem está começando a carreira é aceitar pelo aprendizado, o que pode garantir contratação”, afirma presidente da ABRH Bahia.
*Informações do jornal A Tarde
Fonte: http://abrhba.org.br/noticia/formandos-de-2016-tem-mais-desafios

 

Leia no Jornal A Tarde: A_TARDE10_de_Janeiro_de_2016Empregospag1

Entrevista no Jornal da Band

 

Assista vídeo de minha participação em entrevista no Jornal da Band com Boris Casoy sobre a busca do primeiro emprego no dia 15 de janeiro de 2016.

 

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Recém-formados se decepcionam em busca por primeiro emprego

A busca pelo primeiro emprego sempre foi um desafio para os recém-formados. Com a crise econômica, a disputa pelas vagas ficou ainda maior.

Assista o vídeo da entrevista no site do Jornal da Band: http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/ultimos-videos/15737729/recem-formados-se-decepcionam-em-busca-por-primeiro-emprego.html

Cuidar do corpo é cuidar da vida!

Cuidar do corpo é cuidar da vida!

Depois de uma semana intensa de trabalho intelectual, uma das melhores maneiras e recuperar a vitalidade e a energia é fazer exercícios aeróbicos. Ao focar na energia do corpo, resgatamos o equilíbrio, reduzimos o estresse e balanceamos nosso sistema.

Uma ótima maneira de começar o fim de semana. E depois? Aí já é a hora do happy hour! Tim Tim!

Cuidar do Corpo

Como a tecnologia está mudando o seu jeito de trabalhar

O celular que você tem à mão é corporativo ou pessoal? Tempos atrás esta especificação fazia muito mais sentido do que faz hoje, quando chefes, subordinados e colegas se comunicam pelo Whatsapp, profissionais checam e respondem emails de trabalho em casa e vice-versa.

“Nós notamos essa convergência, hoje já não há tanta distinção entre o que é dispositivo pessoal e o que é dispositivo de trabalho”, diz André Gualda, especialista do ConsumerLab da Ericsson, área que há 20 anos estuda o comportamento das pessoas conectadas.
A percepção de Gualda está diretamente relacionada à maior flexibilidade do trabalho, que vem ganhando dimensões remotas ao longo dos últimos anos. E são justamente estas características que foram investigadas pelo Consumer Lab da Ericsson para a pesquisa “Flexibilidade na Vida Profissional”, que contou com a participação de 47,1 mil pessoas entre 15 e 69 anos de 23 países.
Veja dados da pesquisa:
Trabalho: remoto e flexível 
Para 32% dos entrevistados de todo o mundo, o trabalho remoto é importante. Para 43% o horário flexível é importante.
No Brasil, 40% acreditam na importância do trabalho flexível e metade dos participantes da pesquisa também destacam a relevância do horário flexível.
O fato de a flexibilidade ainda não ser uma cultura local – embora venha ganhando mais força – pode justificar, segundo André Gualda, especialista do ConsumerLab da Ericsson, o percentual maior nas respostas dos brasileiros, em relação ao tema da flexibilidade.
Expediente também pelo celular
Metade dos entrevistados usa o celular pessoal para trabalhar. Metade dos entrevistados usa o celular pessoal para trabalhar. No Brasil, o índice sobe para 57%. De acordo com André Gualda, a pesquisa mostra que nos países em que o uso do celular para trabalho é mais frequente a percepção da importância desta prática é menor do que nos países em que isso ainda não acontece em larga escala.
“Por ser rotina, as pessoas não têm essa percepção de importância”, diz o especialista da Ericsson.
Junto e misturado
“As restrições para fazer atividades profissionais fora do ambiente do trabalho estão acabando”, diz André Gualda.
A pesquisa indica que trabalhar em casa é algo comum entre os entrevistados: 22% declaram trabalhar em casa durante a noite, 13% dizem que trabalham em casa durante a tarde, 12% durante a manhã e 8% trabalham durante deslocamentos ou viagens. O computador pessoal é usado para trabalhar, segundo 33% dos participantes.
No Brasil, 30% disseram acessar redes sociais pra trabalhar e 15% fazem comprar online enquanto estão no escritório. “Tem os dois lados, as pessoas conseguem fazer atividades profissionais em casa e atividades pessoais no trabalho”, diz Gualda.
Na opinião dele, essa linha nebulosa entre atividades pessoais e profissionais é, justamente, o que acontece na empresa dos sonhos, sobretudo, segundo a Geração Y: o Google.
“Considerado o lugar de trabalho perfeito, no Google não há divisão entre o que é pessoal e o que é profissional, fazendo com que as pessoas fiquem mais horas no ambiente”, diz Gualda.
*Informações da Exame.com

Entrevista ao Site Bahia Prime

Cezar Almeida: economista, coach e diretor institucional da ABRH na Bahia

Cezar Almeida conta sua jornada no mercado de trabalho e fala sobre a profissão de coach

Seja qual for a sua área de atuação, lidar com pessoas é sempre um desafio para muitos. Não apenas o relacionamento diário, mas a partir do momento em que se torna um líder, é preciso inspirar, guiar e fazer o melhor pelas mentes pensantes ao redor. O desafio não é pequeno. Conversamos com Cezar Almeida, economista, coach e diretor institucional da Associação Brasileira de Recursos Humanos na Bahia.

Cezar Almeida no Bahia Prime

Bahia Prime: Seu currículo é bastante extenso, tendo especializações em diversas instituições. Quais são suas atuais atividades profissionais hoje?
CA: Certo. Atualmente, faço treinamentos e dou palestras. No primeiro, desenvolvo alguma competência específica em um determinado grupo de pessoas. Nas palestras, discorro sobre um tema em que eu tenha expertise, e vou ali tentar provocar uma dinâmica dentro da pessoa para que ela se motive mais… São as chamadas palestras ‘motivacionais’, apesar de eu não gostar desse nome. Acredito que a palestra deve trazer reflexões que despertem aspectos dentro da pessoa, e que assim a motive de alguma forma.

Continue lendo mais no site: http://bahiaprime.com.br/mercado/cezar-almeida.html

Crie seu próprio microclima em 2015

Qual é o nosso papel diante de um cenário de crise econômica?
As previsões para 2015 são negativas em vários sentidos e para fazer deste um ano positivo em sua vida e carreira, uma das dicas é criar o seu próprio microclima. Organizações públicas e privadas também podem se valer deste conceito e, com isso, não serem afetadas por perspectivas macroeconômicas ruins.
No meu artigo publicado no Correio, em 17/4/15, discuto um pouco esta questão. Leia abaixo e comente.

Crie seu próprio microclima em 2015

Crie o seu próprio microclima em 2015* 

Participando de um evento, recentemente, ouvi de um dos sócios de uma grande empresa nacional, líder no seu segmento, sobre como ele enxergava o cenário econômico do Brasil e como acreditava que haviam preparado a empresa para enfrenta-lo. Enfático, afirmou logo que a macroeconomia não o interessava. Distante de ficar alheio às crises econômicas diversas, o que ele acredita e se concentrava era em criar e manter o seu próprio microclima e, para explicar este conceito, trouxe-nos um exemplo. Imagine que você está uma região seca e árida do sertão nordestino. Neste lugar, delimite uma gleba de alguns hectares para seu experimento, fure alguns poço artesianos e irrigue toda a área com frequência, podendo assim plantar novas espécies de árvores e plantas diversas. Depois de um tempo, independente do que ocorre em volta da área escolhida, aquele lugar será diferente da sua vizinhança. Uma nova flora surgirá, adaptada a maiores volumes de água, assim como um fauna será atraída. Depois de um tempo, então, teremos um microclima criado artificialmente.

As previsões econômicas para este ano são todas ruins, com quedas previstas no riqueza do país (PIB), na produção industrial e no nível de consumo das empresas e famílias. Por outro lado, o que deverá aumentar é o desemprego, a inflação e o endividamento. Em um contexto como esse, deixar contaminar a nossa atitude por esta conjuntura negativa pode ter impacto proporcional nas performances pessoal e organizacional. Não podemos nos abster da discussão política e econômica, participando ativamente da vida pública diária, porém o cuidado é separar esta discussão da nossa agenda, de nossas metas e de nossos objetivos profissionais e pessoais.

Empresas e pessoas podem escolher como olhar para 2015, se como um ano que será ruim ou se vamos furar os poços e irrigar nossas carreiras e negócios, criando o nosso próprio microclima. É um ano em que assume prioridade na agenda engajarmos ainda mais as pessoas que trabalham conosco e, com isso, transformar o nosso ambiente do trabalho em um lugar sustentável, gerando satisfação para as pessoas, compromisso ambiental e social e lucratividade para os sócios. Devemos continuar nesta onda de participação ativa na vida pública, exigindo que governos, em todas as suas esferas, implementem mudanças na nossa economia e política. Mas, para fazer diferença de verdade em nossas vidas, temos trabalhar todos os dias para construir um poderoso microclima em 2015, tantos para as organizações que atuamos, como também para nossas carreiras.

* Cezar Almeida  é economista, professor e diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH Bahia

Perdeu o emprego? É hora de agir – Entrevista Jornal A Tarde

Confira a seguir minha participação em matéria publicada no Jornal A Tarde.

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Perdeu o emprego? É hora de agir

Com cenário de crise, crescem as demissões em todo o país. Cruzar os braços e lamentar não é, entretanto, a atitude mais sensata a ser tomada por quem acaba de entrar nas estatísticas oficiais dos desocupados – como são classificados os desempregados que realizam qualquer atividade, mesmo que temporária. Uma ação imediata é o que recomendam os especialistas. “Não é hora de deixar se abater e, sim, manter o foco nas buscas constantes”, frisa Henrique Ramos, gerente de negócios da empresa de consultoria Talento RH.
Segundo ele, embora as estatísticas que apontam o aumento do desemprego no país não sejam animadoras, elas servem para alertar o profissional recém-desligado de uma empresa de que ele não deve perder tempo, já que, no cenário atual, a cada dia aumenta a disputa por vagas.
De acordo com dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em fevereiro existiam, aproximadamente, 230 mil pessoas desocupadas na região metropolitana de Salvador (RMS). O número representa 10,8% da população economicamente ativa da RMS, um aumento de 1,8 ponto percentual em um ano.
Rede de contatos
O cenário nada animador não é considerado, entretanto, inibidor pelos especialistas em recursos humanos. “A oferta de vagas tem caído e as empresas optam por aproveitar o momento para avaliar seus quadros e sua estrutura em busca de mais eficiência, num contexto agravado por problemas externos e pelos ajustes na economia doméstica, além das crises hídrica e de energia, influenciando na queda da
confiança dos investidores, mas, independentemente disso, há oportunidades para os bons profissionais”, acredita Henrique Ramos. O especialista considera como bom profissional “aquele que se atualiza constantemente e se antecipa, mesmo trabalhando, na busca de novos desafios e oportunidades”.
Já o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Recursos Humanos na Bahia (ABRH-BA), Cezar Almeida, destaca a importância de “tomar medidas com eficiência e rapidez, a exemplo da manutenção de um boa rede de contatos profissionais”, a chamada networking.
Atualização constante 
Foi o que aconteceu com a jornalista Paula Macedo, que trabalhava como assessora de imprensa em uma empresa que faliu há pouco mais de seis meses. Durante o período em que estava empregada, ela sempre se manteve atualizada com as novas tecnologias da comunicação e potenciais clientes, o que lhe permitiu reingressar no mercado de trabalho de prestação de serviços, ainda como atividade informal. “No início, fiquei desesperada, sem chão, pois trabalhava há oito anos na empresa que faliu, mas depois fui logo em busca de uma oportunidade de trabalho para não ficar parada”, conta.
A qualificação foi o diferencial para Paula ter continuado com o mesmo nível de renda de antes, mesmo estando fora do mercado formal. “Pretendo agora voltar a ter um emprego com carteira assinada apenas num horário que me permita continuar atuando como freelancer”, diz.
Para a secretária-executiva Jeane Santos, o ano de 2015, considerado difícil para muitos, acabou marcando seu tão esperado retorno à carreira. “Passei anos desempregada depois que saí de uma clínica, só encontrando trabalho fora da minha área, em uma rede de lojas de shopping, que agora também alegou dificuldades e demitiu pessoal logo após o Natal”, conta a moça de 38 anos que tem graduação pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Em menos de dois meses, Jeane já está trabalhando e novamente como secretária, agora em uma escola. “A diferença para minha rápida recolocação desta vez foi que, enquanto fiquei na loja, aproveitei para estudar idiomas, o que me ajudou a retomar a minha carreira”, revela.
DICAS PARA AGILIZAR A RELOCAÇÃO NO MERCADO 
FAZER INVENTÁRIO DE HABILIDADES 
Escrever em um papel todas as suas habilidades e situações em que elas fizeram diferença. “Além de elevar a autoestima, ajuda a preparar o profissional para entrevistas de emprego”, diz Cezar Almeida, da ABRH.
ATUALIZAR SEMPRE O CURRÍCULO E SE PREPARAR PARA ENTREVISTAS 
É bom adotar modelos mais modernos e resumidos, “mas se deve ter atenção para não cortar informações essenciais para uma determinada vaga”. No caso da entrevista, sempre pesquisar, antes, tudo sobre a empresa.
REDES SOCIAIS PROFISSIONAIS E NETWORKING 
Nos dias de hoje, manter o currículo em redes, como a Linkedin, é fundamental, inclusive para quem visa oportunidades em multinacionais. Manter, por outro lado, uma rede pessoal de contatos profissionais (professores, ex-chefes, ex-clientes, etc.).
*Informações do jornal A Tarde

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